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Projeto Interagir recupera áreas degradadas no Vale do Araguaia em Mato Grosso

Publicado em: 10/09/2015 15:58:12

Iniciativa, apoiada pela Petrobras, promoveu a conversão de 100 hectares de áreas degradadas em produtivas e o reflorestamento de 76 hectares de matas ciliares

Apoiado pela Petrobras, há dois anos, por intermédio do Programa Petrobras Socioambiental, o Projeto Interagir converteu 100 hectares (1.000.000m2) de áreas degradadas do Vale do Araguaia, em Mato Grosso, em áreas produtivas, por meio da implantação de 60 hectares (600.000m2)  de sistemas agroflorestais (SAFs) e 40 hectares (400.000m2) de mandiocultura e plantou mudas nativas diversas em outros 76 hectares da região. O trabalho beneficiou diretamente 57 agricultores familiares indígenas e não indígenas.

Coordenado pela Associação O Povo Indígena da Nação Unida Tapirapé (Apinut), o Projeto Interagir objetiva recuperar áreas degradadas no município de Santa Teresinha, na região do Rio Araguaia, no Mato Grosso, convertê-las em áreas produtivas ou de mata nativa e preservar os recursos naturais do local. A iniciativa beneficia agricultores familiares indígenas das etnias Karajá e Tapirapé e assentados do projeto Presidente, também instalado na região.

A bióloga Flávia Andrade, mestre em Ciência Florestal e coordenadora do Projeto Interagir, explica que os sistemas agroflorestais são formas de manejo da terra em que se aliam  o cultivo de árvores frutíferas ou madeireiras e cultivos agrícolas. Antes de o projeto ser implantado no Vale do Araguaia, sua equipe foi ao entorno de Brasília preparar-se vendo sistemas agroflorestais já instalados. Em seguida, promoveu uma oficina de dois dias sobre os SAFs e a agricultura tradicional para indígenas e não indígenas de três aldeias de etnias Karajá e Tapirapé e de seis comunidades do assentamento Presidente. "Encerramos a preparação plantando 90.000 mudas de cerca de 70 espécies diferentes para reflorestar matas ciliares da região e converter áreas degradadas em produtivas por meio de sistemas agroflorestais”, conta a bióloga.

Os sistemas agroflorestais implantados no âmbito do Projeto Interagir abrangem culturas como as de arroz, milho, banana, cacau, coco, abacate, laranja, limão, açaí, batata, pupunha, cedro, mogno e ipê. Um hectare (10.000m2) de sementes crioulas de arroz, milho e feijão, as melhores selecionadas, que não sofreram modificações genéticas, também foi produzido para uso no Vale do Araguaia.

A educação ambiental esteve presente no decorrer de todo o projeto, impactando mais de duas mil pessoas, incluindo professores, alunos, agricultores e lideranças locais. Assim, comunidades locais indígenas e não indígenas puderam aprender, replicar conhecimentos e interagir em oficinas lúdicas com temáticas ambientais em que foram realizados o cultivo de mudas, o reflorestamento de áreas e visitas a sistemas agroflorestais.

“O projeto, além de recuperar o patrimônio do Vale do Araguaia, serviu para a afirmação das populações indígenas em meio não-indígena, demonstrando sua capacidade técnica, humana e social aos assentados, garantindo-lhes respeitabilidade e dando a conhecer a outros públicos os princípios democráticos da Apinut “, conclui  Flávia.

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